Agrupamento de Escolas da Ericeira

Clube Jovens Poetas

tens contigo um sonho. sei seguramente que o
tens, que esse sonho existe. para bem de ti,
vira o tempo a teu favor, repara no que a
maioria ignora, pequenas coisas,
mas constantemente coisas ou algo mais,
reforça a tua força fundamental,
persegue possibilidades de lés a lés,
e qualquer que seja a ambição,
o sonho, a sina, a sorte,
que te baste aquilo que for,
que te baste ser quem és.

Maria Manuel P. Reis

Poema a partir da crónica de José Saramago, As Palavras: 

“As palavras são boas. As palavras são más. (…)”

                                    – José Saramago

AS PALAVRAS 

As palavras são suaves como o algodão
Mas duras como rochas.
As palavras são boas.
As palavras são más.
 
As palavras são altas,
Gritam, riem-se, choram
As Palavras são GIGANTES.
As palavras são pequenas.
As palavras são mudas
Comunicam-se com gestos,
Letras ou dança.
As palavras são arte.
As palavras são um mundo
Real ou imaginário.
As palavras são nossas amigas
Fazem-nos chorar e rir e estarão
Sempre connosco.

Sara Santos, 9º C
 

 

Poema baseado na canção “Voar” dos Xutos & Pontapés:
 
VOAR
Eu estava na escola a rir e a andar
Tinha caído mas queria me levantar
Com os pés e com as mãos queria me desenrascar
E um anjo da guarda apareceu para me ajudar.

 

Gosto que apareçam coisas inesperadas
A voar pelo céu sem risco de se magoarem
Não sei como foi o meu anjinho parar
Neste mundo tão perigoso, sozinho não andarás,
Comigo, sempre juntos, ser como tu é tão incrível como sonhar

 

Os dois neste país tão pequeno a voar
parece que estou a sonhar.

 

A minha mãe ali em casa
E eu aqui em cima
Num sonho sem fim
Lado a lado com o anjinho,
Foi tudo um sonho, quero dormir.
Lucas Lopes, 5º C
 
A partir de dois títulos, de dois poemas, de dois poetas escolhidos pela aluna…

 

OUVIR ESTRELAS (título de Olavo Bilac)
Toda noite ouço rumores
será dos ventos
será das dores

 

Toda noite ouço rumores
mas são as estrelas cantando
e me guiando em um caminho
cheio de cores

 

Eu as ouço eu as vejo
suas constelações eu almejo

 

Sou de Câncer e desejo
ser uma constelação de Caranguejo

 

Ouvindo suas canções durmo ao relento
em um céu limpo adormeço no sereno.

 

CHUVA DE SETEMBRO (título de Eugénio de Castro)
Aventuras, Histórias pra contar
memórias para guardar
e lembranças para recordar

 

Cada gota da chuva guarda uma memória
e nela ficam nossas histórias e dias de glória

 

Chuva de setembro
mesmo sendo novembro
As folhas caem com o vento que as leva
Ah, outono, essa paleta de cores da terra
uma estação severa,
porém bela.
Rayssa Pereira, 8ºB 

 

O Palhaço Chorão
Era uma vez um palhaço chorão.
Sempre que abraçava alguém, desatava a chorar!
Sempre fazia piadas e patetices, e quando aplaudiam… desatava a chorar!
Quando caía… Adivinha??… Desatava a chorar!!
Quando o circo abria… choro… quando fechava… Muito choro!!!!
Chorava e chorava, mas sempre a sorrir!! Seu rosto sempre está vermelho e inchado de tanto chorar!…
Por isso, sempre bebe muita água, de tanto chorar…
Ele é muito tímido, alegre, chorão, brincalhão…
Uma vez perguntaram-lhe: “Palhaço chorão, porque choras tanto?”, e ele nem conseguia falar de tanto chorar!
Sempre a chorar e a chorar, sempre a brincar e a brincar… este palhaço nunca muda!!!
Gabrielly Fortes, 6ºD

 

Do livro “Rosa, minha irmã Rosa” de Alice Vieira, e a partir de um excerto do terceiro capítulo, a imaginação fez o resto…

 

(…) Quando estou triste, gosto de ter flores ao pé de mim. Mas não é preciso que cheirem ou que sejam daquelas de pés muito altos a dormir…
… somente precisam ser flores, bonitas. Uma coisa que a minha irmã não é. A Luísa também não é bonita, ela é uma colega minha, é muito chata, poderia não ter uma única alma naquela sala, gostaria que todos desaparecessem.
O que nasceu primeiro? O ovo ou a galinha? Eu acho que é a galinha mas a Rita acha que é o ovo, ela é meio burra, igual à minha tia Magda, parece que não têm cérebro, ao menos o pai e a mãe têm cérebro, mas são chatos.
Ontem, enquanto andava pelas ruas, encontrei a minha avó. Ela é a amante do senhor João, talvez seja por causa disso que ele me dá cromos a mais. Gosto dele. Mas também gosto do Pedro, gosto de passar tempo com ele, a voz dele faz-me ter sono.
Isabela Rosu, 9ºC

 

Mas sim, eu acho que não gosto da minha irmã, ela é muito feia.
Entretanto, decidi ir ter com a minha amiga Rita, contar-lhe que não gosto da minha irmã, mas a Rita achou um pouco triste uma irmã não gostar da outra, então ela contou aos meus pais e depois os meus pais falaram comigo e, claro, tive de explicar o porquê de não gostar da minha irmã.
Eles falaram comigo e explicaram-me que toda a gente é diferente, e que não é só porque a minha mana é feia que eu tenho de não gostar dela.
E assim foi.
Percebi que a minha irmã não é assim tão feia, então decidi abraçá-la e começar a brincar com ela.
Uns anos depois, a minha irmã cresceu, e eu também, e tornámo-nos melhores amigas.
Eu adoro a minha irmã, ainda bem que tive aquela conversa com os meus pais, e obrigada Rita por teres avisado os meus pais!
Ema Gil, 5ºD

 

Sinceramente, não gosto da minha irmã, mas é a minha irmã!
Os meus pais tentam fazer eu gostar dela, mas não dá. Ontem, estava eu a brincar e a minha irmãzinha, a Alice, ficou muito barulhenta.
Fiquei chateada e comecei a ralhar com ela. A Alice começou a chorar como se estivesse magoada. Obviamente, os meus pais vieram a correr e quando a viram a chorar meteram-me de castigo no meu quarto.
Não sabia se estava triste, zangada ou se estava magoada. Observei os cromos em cima da mesa de cabeceira, não pensei duas vezes, e fui lá. Terminei de colar, olhei em redor e vi uma rosa meio murcha; reguei-a e os dias foram passando, a rosa ficou cada vez mais bonita, eu a cuidar dela, e a rosa a deixar-me cada vez mais feliz.
Um dia mais tarde, estava eu a brincar com a Rita quando a minha irmã chegou. Fiquei contente, mas ao mesmo tempo triste. Olhei para a minha rosa e imaginei que era a minha irmã; só precisava de amor para eu enxergar a sua beleza natural. Peguei a Alice no colo e ela começou a rir-se, fiquei bem feliz. Fomos brincar e brincar, como se o tempo não passasse e as nuvens não andassem!
Marina Simone, 5ºD

 

DO BAÚ DOS TÍTULOS TROCADOS:

LÁGRIMAS DE ALEGRIA

Umas lágrimas geralmente

são de tristeza, frias e

sem rumo para ir, sem

saber para que lado seguir.

Mas às vezes há exceções,

podem ser extrema alegria

que qualquer um a ouviria,

e mesmo sem som têm o seu dom.

 

Quando uma lágrima de

alegria escorre pela nossa cara,

sentimo-nos como nunca, eu

sinto-me única.

 

Eu penso como evitá-la,

mas ela nunca falha,

está sempre lá,

nunca se atrasa,

não há nada que lhe valha.

Sofia Pinheiro, 7ºA
 
O FLOCO DE NEVE

O floco de neve anda

sempre a queimar

ele gira tanto que

começa a chorar.

 

Ele não sabe o que

sentir, ele não sabe

o que falar, talvez

ele só queira amar,

ou então odiar.

 

O floco é frio

mas lindo, é calado

mas animado, e tudo

o que ele faz é sentir

o que ele desconhece.

 

A neve o abraça

mas também o disfarça

a neve é o seu mundo,

o seu sonho.

 

Ele cai do céu como

uma pena, mas nunca

se chateia.

Laura Almeida, 7ºA
 
A PARTIR DE JOSÉ SARAMAGO:

AS PALAVRAS
As palavras são como reis, rainhas, príncipes e princesas e todo o mundo é o seu reino, as palavras são tão queridas como água num deserto, tão amadas como aquela paixão de verão, as palavras são tão conhecidas como o final de um filme que podemos ver, e ver, até decorarmos todas as falas. Dizê-las pode ser tão fácil como respirar, mas há sempre umas em que a sua facilidade de falar depende bastante de como, quem e às vezes até de quando as dizemos, aprendê-las é uma das coisas mais importantes e poderosas que algumas pessoas poderiam aprender, algumas palavras poderiam causar grandes estragos na cabeça de alguém. Enfim, para algumas pessoas, sem palavras significa sem batimentos no seu coração.

Sofia Pinheiro, 7ºA

 

AS PALAVRAS

Eu adoro observar o céu cheio de estrelas, o céu com nuvens, o céu limpo e o céu de palavras onde podemos voar e abraçar as palavras fofas, amorosas, apaixonadas, podemos brincar com as palavras brincalhonas, rir, correr, brincar, podemos chorar com as palavras tristes, depressivas, entre outras. O mundo das palavras é diverso, misterioso e sombrio, mas também incrível e maravilhoso.

Nós usamos as palavras para tudo, até neste texto sobre as palavras usando palavras, as palavras.

Laura Almeida, 7ºA

POESIA LIVRE: 
 
 
O LADO DOCE DA CHUVA

A doce chuva
Poucos conseguem apreciar tamanha doçura
Esses poucos são os que veem as maravilhas da chuva
E percebem que ela é uma melodia pura

 

Quando se trata de chuva não sou nada madura
Eu ainda adoro dançar à chuva
E quem não adora a melodia da chuva com uma boa leitura
Não me julguem por adorar tão pura melodia

 

Ela toca-me suavemente o cabelo
E molha delicadamente a minha face
O som dela a bater nas poças é tão belo
Fecho os olhos e sorrio

 

E àqueles que não conheciam
Fico feliz em apresentar
O lado doce da chuva
Diana Costa, 6ºD
 

LÁGRIMAS  
Lágrimas que escorrem da nossa face
Pequenas gotas de sentimentos complexos…
Lágrimas que nos fazem aprender e viver
Lágrimas que nos dão alegria
Lágrimas que nos dão tristeza
Lágrimas que nos lembram do passado
Lágrimas que nos dão medo
Lágrimas que guardam misturas de sentimentos
Lágrimas que nos mudam para sempre.
Lágrimas como nuvens carregadas, que despejam água
para se aliviarem do peso.
Lágrimas, carregadas de sentimentos misturados e complexos…
Lágrimas que nos fazem viver.
Gabrielly Fortes, 6ºD

 

POEMA  BASEADO NA CANÇÃO VOAR, XUTOS & PONTAPÉS:
 
MEU SONHO É VOAR

Todos os dias olho a janela, olho os pássaros a voar,
olho as crianças a brincar…
Queria tanto voar, ser livre!! Mas minha mãe não deixa…
Queria ser astronauta e sair deste mundo,
mas o meu país não me deixa.
Ao brincar lanço aviões de papel e os vejo a voar,
queria ser um pássaro, sair a voar.
Se não posso ser astronauta, se não posso ser pássaro,
queria ser piloto e voar.
Se não posso voar, o que faço??
Às vezes não consigo dormir, fico a chorar.
O meu quarto é o meu mundo, é o meu lugar de sonhar.
Minha mãezinha me consola e me ajuda,
ainda tenho esperança e continuo a sonhar.
Gabrielly Fortes, 6ºD

 

A PARTIR DO LIVRO A HISTÓRIA DE ERIKA E DE ATIVIDADES ALUSIVAS A 27 DE JANEIRO, DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO:
Um caminho para a vida
Uma rua sem saída
É ir em frente ou desistir
O importante é tentar
Para ter uma chance de conseguir
Presos sem condições de viver
É tão desumano o que chegou a acontecer
Chega a ser estúpido o quão ignorante as pessoas podem ser
27 de janeiro é um dia que tem de ser lembrado
Mostrar o crime que foi cometido
Para não repetirmos os mesmos erros do passado.
Rayssa Pereira, 8ºB

 

PAZ
Era muito pequenina
quando a minha mãe me atirou
e uma senhora
me adotou

 

Esse comboio
que vai até norte
que muitas vezes
traz a morte

 

Com dor e preocupação
A minha mãe me
atirou, e caí no chão

 

Não me lembro de muita coisa
Só daquilo que me contam
Mas sei que sobrevivi
E sei que aprendi

 

Por isso, temos
de lutar pela paz
para não voltarmos
atrás.
Rafaela Ferraz, 6ºG 

NOTÍCIAS

Clube dos Jovens Poetas

O Clube dos Jovens Poetas iniciou os seus trabalhos no início deste ano letivo. Neste…

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